sábado, 14 de junho de 2008

Uma História de tanto amor...


Estava lendo alguns textos da Clarice Lispector... e achei esse texto muito interessante! Ele fala de amor... do amor de uma menina por galinhas...

Num primeiro momento parece estranho... mas tirando o fato do ser amado ser uma galinha... na verdade trata da experiência de amar... de não ser correspondido... de desilusão.

Toda experiência que temos muda alguma coisa dentro de nós e na nossa vida.

No fundo todos queremos amar e ser amado.

Boa leitura!


Uma História de tanto amor

Era uma vez uma menina que observava tanto as galinhas que lhes conhecia a alma e os anseios íntimos. A galinha é ansiosa, enquanto o galo tem angústia quase humana: falta-lhe um amor verdadeiro naquele seu harém, e ainda mais tem que vigiar a noite toda para não perder a primeira das mais longíquas claridades e cantar o mais sonoro possível. É o seu dever e a sua arte. Voltando às galinhas, a menina possuía duas só dela. Uma se chamava Pedrina e a outra Petronilha.

Quando a menina achava que uma delas estava doente do fígado, ela cheirava embaixo das asas delas, com uma simplicidade de enfermeira, o que considerava ser o sintoma máximo de doenças, pois o cheiro de galinha viva não é de se brincar. Então pedia um remédio a uma tia. E a tia : "Você não tem coisa nenhuma no fígado".

Então, com a intimidade que tinha com essa tia eleita, explicou-lhe para quem era o remédio. A menina achou de bom alvitre dá-lo tanto a Pedrina quanto a Petronilha para evitar contágios misteriosos. Era quase inútil dar o remédio porque Pedrina e Petronilha continuavam a passar o dia ciscando o chão e comendo porcarias que faziam mal ao fígado. E o cheiro debaixo das asas era aquela morrinha mesmo. Não lhe ocorreu dar um desodorante porque nas Minas Gerais onde o grupo vivia não eram usados assim como não se usavam roupas íntimas de nylon e sim de cambraia.

A tia continuava a lhe dar o remédio, um líquido escuro que a menina desconfiava ser água com uns pingos de café - e vinha o inferno de tentar abrir o bico das galinhas para administrar-lhes o que as curaria de serem galinhas. A menina ainda não tinha entendido que os homens não podem ser curados de serem homens e as galinhas de serem galinhas: tanto o homem como a galinha têm misérias e grandeza (a da galinha é a de pôr um ovo branco de forma perfeita) inerentes à própria espécie. A menina morava no campo e não havia farmácia perto para ela consultar.

Outro inferno de dificuldade era quando a menina achava Pedrina e Petronilha magras debaixo das penas arrepiadas, apesar de comerem o dia inteiro. A menina não entendera que engordá-las seria apressar-lhes um destino na mesa. E recomeçava o trabalho mais difícil: o de abrir-lhes o bico. A menina tornou-se grande conhecedora intuitiva de galinhas naquele imenso quintal das Minas Gerais. E quando cresceu ficou surpresa ao saber que na gíria o termo galinha tinha outra acepção. Sem notar a seriedade cômica que a coisa toda tomava:

- Mas é o galo, que é um nervoso, é quem quer! Elas não fazem nada demais! e é tão rápido que mal se vê! O galo é quem fica procurando amar uma e não consegue!

Um dia a família resolveu levar a menina para passar o dia na casa de um parente, bem longe de casa. E quando voltou, já não existia aquela que em vida fora Petronilha. Sua tia informou:

- Nós comemos Petronilha.

A menina era uma criatura de grande capacidade de amar: uma galinha não corresponde ao amor que se lhe dá e no entanto a menina continuava a amá-la sem esperar reciprocidade.

Quando soube o que acontecera com Petronilha passou a odiar todo o mundo da casa, menos sua mãe que não gostava de comer galinha e os empregados que comeram carne de vaca ou de boi. O seu pai, então, ela mal conseguiu olhar: era ele quem mais gostava de comer galinha. Sua mãe percebeu tudo e explicou-lhe:

- Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Daqui de casa só nós duas é que não temos Petronilha dentro de nós. É uma pena.

Pedrina, secretamente a preferida da menina, morreu de morte morrida mesmo, pois sempre fora um ente frágil. A menina, ao ver Pedrina tremendo num quintal ardente de sol, embrulhou-a num pano escuro e depois de bem embrulhadinha botou-a em cima daqueles grandes fogões de tijolos das fazendas das minas-gerais. Todos lhe avisaram que estava apressando a morte de Pedrina, mas a menina era obstinada e pôs mesmo Pedrina toda enrolada em cima dos tijolos quentes. Quando na manhã do dia seguinte Pedrina amanheceu dura de tão morta, a menina só então, entre lágrimas intermináveis, se convenceu de que apressara a morte do ser querido.

Um pouco maiorzinha, a menina teve uma galinha chamada Eponina.

O amor por Eponina: dessa vez era um amor mais realista e não romântico; era o amor de quem já sofreu por amor. E quando chegou a vez de Eponina ser comida, a menina não apenas soube como achou que era o destino fatal de quem nascia galinha. As galinhas pareciam ter uma pré-ciência do próprio destino e não aprendiam a amar os donos nem o galo. Uma galinha é sozinha no mundo.

Mas a menina não esquecera o que sua mãe dissera a respeito de comer bichos amados: comeu Eponina mais do que todo o resto da família, comeu sem fome, mas com um prazer quase físico porque sabia agora que assim Eponina se incorporaria nela e se tornaria mais sua do que em vida. Tinham feito Eponina ao molho pardo. De modo que a menina, num ritual pagão que lhe foi transmitido de corpo a corpo através dos séculos, comeu-lhe a carne e bebeu-lhe o sangue. Nessa refeição tinha ciúmes de quem também comia Eponina.

A menina era um ser feito para amar até que se tornou moça e havia os homens...

Mas convenhamos... isso já é uma outra história....

Diário de Uma paixão...



São mais de 03h da manhã e eu não consigo dormir... confesso que chorei de soluçar e preciso apaziguar meu coração... nem que seja através do contato dos meus dedos com o teclado...

O motivo?

Acabei de Assistir o filme "Diário de uma paixão"... nossa ele é simplesmente maravilhoso. O cenário é lindo... a história é muito especial... é um filme que vale a pena comprar e guardar, porque pode passar o tempo que for... o amor não sai de moda.

Não adianta fingir que é moderna, que você não quer compromisso, que é uma mulher descolada, profissionalmente resolvida e que vive muito bem sem ninguém... enfim... você acha que se basta.

Mas quando você assiste um filme como esse, que o amor é tão forte que te faz abrir mão de tudo em pról da verdadeira felicidade alheia... você se pega desejando, sonhando e implorando para viver um amor assim... para encontrar um Noal na sua vida e ser a Allie na vida de um Noal...

Sei que meu Noal está por ai, me procurando, sonhando acordado imaginando a felicidade que viveremos quando nós encontrarmos... e eu estou aqui planejando e desejando esse amor na minha vida...

Sei que o dia de Santo Antônio já terminou... mas como ele é um Santo Camarada, vou fazer o meu pedido mesmo assim:

- Santo Antônio... famoso por ser o Santo Casamenteiro... ajudai as pessoas a se encontrarem... a reconhecerem o amor da sua vida, tirando as máscaras que muitas vezes nos confundem... que valorizemos cada ato de carinho e amor... e que as expectativas das outras pessoas e mesmo as nossas não nós impeça de pular sem se preocupar se embaixo tem rede de proteção...

O amor é isso. Entrega absoluta, sem garantias! Se possível quero amar e ser amada verdadeiramente... e que consigamos viver juntos, superando todas as dificuldades... afinal nem sempre só o amor é suficiente...

Mas enquanto isso não acontece, que possamos dar o máximo de amor que for possível e que possamos receber o máximo de amor que o outro tenha para nós dar... a vida ficará muito melhor se trocarmos carinho, amor e tesão... espero que fiquemos juntos até o fim dos nossos dias... mas se não der... que amemos o máximo no tempo suficiente!

Afinal como dizia Drummond, "que seja eterno enquanto dure!" O importante é amar e ser amado... pretendo amar muito, várias e várias vezes... até que a vida me permita encontrar meu Noal.

Diário de uma Paixão (The Notebook) é um daqueles filmes super-hiper românticos, uma daquelas histórias de amor que vc já ouviu antes, mas que ainda assim é nova e surpreendente.

É o tipo de filme que você não se cansa de assistir e se pega desejando que um amor assim surja na sua vida!

Para aqueles que querem informação sobre o filme... segue a sinopse:

Baseado no romance best-seller The Notebook de Nicholas Sparks, o filme Diário de Uma Paixão é uma história sobre oportunidades perdidas, amadurecimento e a força de um amor duradouro.

Quando a adolescente Allie Hamilton (RACHEL McADAMS) vai passar o verão com a família na cidade litorânea de Seabrook, na Carolina do Norte, nos anos 40, conhece o garoto Noah Calhoun (RYAN GOSLING), que mora na cidade. Noah sente que é amor à primeira vista. Embora a menina seja de uma família rica e ele seja um operário, os dois se apaixonam profundamente durante um verão repleto de emoção e liberdade.

Eles são separados pelas circunstâncias - e pela súbita eclosão da Segunda Guerrra Mundial -, mas ambos permanecem assombrados pelas lembranças um do outro. Quando Noah volta para casa após a guerra, Allie se foi para sempre de sua vida, mas não do seu coração.

Embora Noah ainda não saiba, Allie voltou a Seabrook, onde eles se apaixonaram. Ocorre que agora Allie está noiva de Lon (JAMES MARSDEN), um soldado abastado que conheceu quando foi voluntária num hospital.Décadas mais tarde, um homem (JAMES GARNER) lê um caderno antigo para uma mulher (GENA ROWLANDS) que visita regularmente no asilo. Embora a memória dela esteja prejudicada, ela se deixa envolver pela emocionante história de Allie e Noah - e por alguns breves momentos consegue reviver uma época de paixão e turbulência, em que eles juraram que ficariam juntos para sempre.


sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige!



Adoro escrever... não importa se o texto escrito não for meu... é com carinho que procuro textos e imagens para publicar no meu blog.

Escrevo basicamente para mim... mas de vez em quando descubro que algumas pessoas curtem minhas histórias... minhas imagens... uma amiga uma vez me disse que meu blog parece vivo... vc ri, vc chora, vc se revolta... algumas pessoas acham que eu me exponho... mas a vida é isso, é se expor a toda hora... sou intensa... não sei ser menos ou metade... sou inteira, grande, me sinto imensa... no meu 1:50 de estatura.

E escrever me faz bem... é como se eu escrevesse cartas... para mim... ou para as várias mulheres que me fazem ser quem sou...

Falando em cartas... segue o trecho de uma Carta escrita em 1947, por Clarice Lispector a uma amiga... achei estes trechos no blog da Martha Medeiros o que me fez procurar a carta... li a carta na íntegra, mas os trechos selecionados pela Martha são maravilhosos... Clarice desculpa, mas vou postar sua carta pelos olhos da minha divã literária... na verdade as duas são divãs...

"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro"

"É somente até certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois que uma pessoa perde o respeito de si mesma e o respeito de suas próprias necessidades - depois disso fica-se um pouco um trapo."

"Respeite a você mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que você imagina que seja ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita".

"Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige."

Maravilhoso e verdadeiro... espero que os meus amigos bloqueiros que passarem por aqui, gostem tanto quanto eu gostei desse texto!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Ter ou não ter namorado, eis a questão...


Atribuído a Carlos Drummond de Andrade, mas é de Artur da Távola.

"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metrô.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido".

11.06.08 Curtindo os amigos...


Hoje depois da aula de Francês... na verdade... confesso que sai meia hora mais cedo... fui encontrar a Paula na "Tal da Pizza", é uma pizzaria que fica na Mário Ferraz... simplesmente maravilhosa... as pizzas são divinas... mas o preço salgado...rs.

Eu e a Paulinha não paramos de falar um minuto... as vezes me pergunto como é que conseguimos arrumar tanto assunto. Últimamente nos falamos todos os dias pelo msn e telefone até de madrugada... e quando nós encontramos não paramos um minuto... ufa... haja assunto...rs...

A vida anda movimentada...rs... tantas emoções... rimos muito. Sessão presente, presente, presente, um tico de passado e nada do futuro...rs.

A Rô deu uma passada mega rápida com o Marco... mas a Rô é a Rô... ela faz a diferença nem que seja em cinco minutos... amamos amiga, muito, muito, muito.

Conversamos sobre a nossa viagem no final deste mês... temos tantas expectativas. Já rimos de eventos que aconteceram apenas na nossa cabeça e nas divagações absurdas após algumas taças de vinho e caipirosca... olha a mistura...rs.

Vou dormir... agradecendo a Deus pelas amigas que ele me deu e que a vida me permitiu chamar de irmãs...

Quero terminar com uma frase: "Não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe".

Minha fase má está se despedindo, já está quase dobrando a esquina! Vá com Deus... estou curtindo outro vento... suave... que refresca minha alma e espírito.

Amigas... valeu!

Absolvendo o Amor...

"Duas historinhas que envolvem o amor.



A primeira: uma mulher namora um príncipe encantado por três meses e então descobre que ele não é príncipe coisa nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. São todos assim, os homens. Ela resmunga: "não dá mesmo para acreditar no amor".

Peraí. Por que o amor tem que levar a culpa desses desencontros? Que a princesa não acredite mais no Pedro, no Paulo ou no Pafúncio, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e a partir daí não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continuar tentando. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história.

Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para fazer feliz. Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos, um muito obrigada e até a próxima. Fique com o cartão dele, você vai chamá-lo de novo, vai precisar de seus serviços, esteja certa. Dispense namorados, mas não dispense o amor, porque este estará sempre a postos. Viver sem amor por uns tempos é normal. Viver sem amor pra sempre é azar ou incompetência. Só não pode ser uma escolha, nunca. Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão pra existir. Não adianta querer compensar com amor pelos amigos, filhos e cachorros, não é com eles que você fica de mãos dadas no cinema.





Segunda história.


Uma mulher ama profundamente um homem e é por ele amada da mesma forma, os dois dormem embolados e se gostam de uma maneira quase indecente, de tão certo que dá a relação. Tudo funciona como um relógio que ora atrasa, ora adianta, mas não pára, um tic-tac excitante que ela não divulga para as amigas, não espalha, adivinhe por quê: culpa. Morre de culpa desse amor que funciona, desse amor que é desacreditado em matérias de jornal e em pesquisas, desse amor que deram como morto e enterrado, mas que na casa dela vive cheio de gás e que ameaça ser eterno. Culpa, a pobre mulher sente, e mais: sente medo. Nem sabe de quê, mas sente. Medo de não merecê-lo, medo de perdê-lo, medo do dia seguinte, medo das estatísticas, medo dos exemplos das outras mulheres, daquela mulher lá do início do texto, por exemplo, que se iludiu com mais um bobalhão que desapareceu sem deixar rastro - ou bobalhona foi ela, nunca se sabe.

Mas o fato é que terminou o amor da mulher lá do início do texto, enquanto que essa mulher de fim de texto, essa criatura feliz e apaixonada, é ao mesmo tempo infeliz e temerosa porque teve a sorte de ser premiada com aquilo que tanta gente busca e pouco encontra: o tal amor como se sonha.

Uma mulher infeliz por ter amor de menos, outra infeliz por ter amor demais, e o amor injustamente crucificado por ambas. Coitado do amor, é sempre acusado de provocar dor, quando deveria ser reverenciado simplesmente por ter acontecido em nossa vida, mesmo que sua passagem tenha sido breve. E se não foi, se permaneceu em nossa vida, aí é o luxo supremo. Qualquer amor - até aqueles que a gente inventa - merece nossa total indulgência, porque quem costuma estragar tudo, caríssimos, não é ele, somos nós".



- Texto de Martha Medeiros -

terça-feira, 10 de junho de 2008


"Não existe privacidade que não possa ser penetrada.
Nenhum segredo pode ser mantido num mundo civilizado.
A Sociedade é um baile de máscaras,
onde todos escondem seu verdadeiro caráter.
E o revela, escondendo-o"

Se o amor morreu, enterra o defunto!



Muitas vezes o amor já morreu há muito tempo e ficamos apenas com as sobras do que um dia foi o relacionamento.

Sabe este relacionamento que já dura anos na nossa cabeça... que não tem mais a mesma magia e encanto do começo, mas você ainda se prende a ele? Quantas vezes você deve ter procurado uma explicação para esta sua inércia, tentando se enganar, achando que ainda existe algum amor entre vocês?

Muitas vezes não abrimos mão dos nossos sonhos e planos e nem percebemos que o futuro não existe mais! Tentamos encontrar uma forma milagrosa que faça tudo voltar como antes... mas estamos apenas protelando o fim.

E mesmo assim, você se pergunta, "Mas, como um amor tão grande como o nosso acabou deste jeito?"

Oras, acabando igualzinho, como uma porção de coisas acabam: por desgaste!

E, cá entre nós, não existe nada mais frágil às mudanças da vida do que o amor. Sim, o amor é tão inconstante que, muitas vezes o que parecia ser o homem de sua vida, pode se tornar o maior erro que cometeu.

Por isso, se você, como eu... já descobriu que ELE FOI O MAIOR ERRO QUE VOCÊ COMETEU... Então escute seu coração quando ele diz para largar o osso! Seu relacionamento nem chegou a ser dourado... foi apenas uma piada!

Está se prendendo tanto por que? Este homem já é passado, nem tesão mais você sente por ele. E por mais que faça planos, ele não estará lá para participar de seus sonhos!

Minha amiga, a vida entre vocês tem muita tristeza, muito descaso e, por incrível que pareça, deve ter muita cobrança.

Que tal voltar a viver com o mesmo briho nos olhos que tinha antes?

Que tal desocupar este espaço, que está sendo preenchido por alguém que não te interessa mais, pra começar? Um coração vazio é bem melhor que um coração amargurado e ferido, sabia?

Sem contar que se não desocupar a cova, dificilmente terá a chance de viver um novo amor, com alguém que lhe faça reviver aqueles momentos tão simples, mas tão confortantes, como ficar feliz apenas por saber que ele está para chegar.

E mesmo que você não ame ou sinta aquela paixão fulminante, tenho certeza de que viver sem sentir que falta um grande pedaço de sua alma já será um grande alívio!

Arranque as camadas que ainda restam desse amor falido e curta a liberdade que a vida pode te proporcionar. Seja feliz, hoje!

Só você pode determinar de que forma viver sua vida e a quem entregar seu coração, seu pensamento, sua emoção!

Chega de velório! Enterre esse amor já.


sábado, 7 de junho de 2008

Paula... minha amiga de todas as horas...


Oi minha amiga abacaxi...rs. É tão engraçado né... trabalhamos por anos na mesma empresa, nos esbarramos nos corredores, partilhamos de festas, happy hours, eventos entre amigos em comum e a vida só nós permitiu nos descobrirmos como amiga depois que vc saiu, trocou o Banco por novos ares e desafios...

Hoje devo confessar que estou um pouco chorona... um misto de tristeza e alegria... você deve entender como estou me sentindo... é uma mulher e uma divã... queria te dizer que te admiro muito.

Admiro a Paula porra louca, a Paula amiga, a Paula mãe, a Paula irmã... a Paula "de modos tão menino" e a Paula "tão menina", a Paula mulher... não qualquer mulher, uma mulher foda... tão especial que está acima da maioria de nós pobres mortais...rs.

Obrigada amiga pelos momentos que compartilhamos, pela força que você me dá mesmo que distante. Pelas "boas lições" e pelos "maus" caminhos... kkk ah lembrei... pelos cartões quebrados, pela jaqueta perdida... pelas risadas únicas e lágrimas contidas... pelo puxão na orelha...

Pelos "porres" em turma ou apenas nós duas... pelas confidências no banheiro....rs... esse dia foi hilário... mesmo na minha memória tão curta, rs... resumindo ADORO VOCÊ! E meus dias ficaram muito mais coloridos a partir do dia que descobri em vc uma amiga...

Deus foi tão generoso comigo nessa área... tenho amigas muito especiais e saiba que você é uma delas...

Lembra de um papo antigo... a resposta para a sua pergunta é: "NOSSA AMIZADE NUNCA SE PERDERA POR BESTEIRAS", porque se precisar gritar... gritamos... se precisar chutar... chutamos... mas depois o coração fala mais alto... as mãos se encontram e nos abraçamos porque a amizade não significa dizer sempre sim e nem sorrisos a toda hora. Em alguns momentos precisamos de uns tapas, porque a dor também ensina, a dor também faz parte do amor e da amizade.

Te amo muito. Fica com Deus minha amiga, que ele te proteja sempre.




sexta-feira, 6 de junho de 2008

É assim...



Não deixe portas entreabertas...
Escancarea-as
Ou bata-as de vez.
Pelos vãos, brechas e fendas...
Passam apenas semiventos,
Meias verdades
E muita insensatez!



quinta-feira, 5 de junho de 2008

Casamento da Dani - 31/05/08

Sábado foi o casamento da Dani e do Anderson. Esse casamento foi super esperado... eles batalharam muito para isso acontecer...

O casamento foi lindo e a festa muitoooo divertida.

Dani e Anderson... só posso desejar a vocês: Que a alegria os acompanhe eternamente, que a felicidade seja prioridade em suas vidas, que a compreensão jamais os abandone, que o amor e o respeito estejam sempre presentes, e que a construção desta nova vida seja no mínimo, a melhor e a maior de todas, cheia de sorte, cheia de sorrisos, e cheia de esperança para um bom viver.com todo carinho!






quarta-feira, 4 de junho de 2008

Aprendi...



"Que 2+2 pode ser igual a 5, depende do contador.

Que 1+1 pode ser igual a 0, depende do casal.

Que duas pessoas discutindo, não quer dizer que se odeiem.

Que duas pessoas felizes, não quer dizer que se amem.

Que o mundo da voltas e a vida é uma seqüência de déjà vu’s.

Que algumas feridas saram, outras não.

Que quem vive do passado é museu.

Que quem vive o futuro, não vive. Sonha.

Que com a pessoa certa, uma vida é pouco tempo.

Que com a pessoa errada, um minuto é muito.

Que mesmo acompanhado, ainda posso estar só.

Que caráter vem do berço, não se compra.

Que Amor não se exige, se dá.

Que meus amigos eventualmente vão me machucar, são humanos.

Que um ato pode mudar toda uma vida

Que nem toda uma vida pode mudar alguns dos nossos atos.

Que o importante pra mim, não é pra outros e isso não é defeito.

Que a decência é uma pratica diária.

Que humilhar é a pior das covardias.

Que a capacidade de amar, é nata.

Não depende de terceiros.

Que a beleza esta na alma.

Que nada é pra sempre.

Que ainda tenho muita coisa pra aprender".

















Loucos e Santos...



Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
(Oscar Wilde)