quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Saudade...


Hoje amanheci particularmente triste. Sabe aqueles dias em que você chora por bobagem? Aqueles dias em que você repassa a sua vida e a saudade bate forte?!

Saudade de pessoas que foram e que não voltarão jamais porque atingiram um outro estágio... saudades de pessoas que se foram por escolhas erradas... saudades de amigos, de familiares que estão distante apenas por questões geográficas, e que se sobrasse tempo "financeiro" essa saudade seria "matada" de imediato...

Saudade de alguém que está tão perto, mas ao mesmo tempo tão distante, por atos e palavras trocadas num momento de "furor"... e que por mais que se faça... a sombra desses atos e palavras permanecem ressonando nos nossos ouvidos e corações... para esses é contarmos com o tempo, remédio para tantas coisas... se você por acaso ler esse blog (coisa muito dificil, já que não divulguei) quero que saiba que sinto muito e sinto sua falta...

E a pior de todas as saudades... saudades de si própria, da pessoa que se foi e de que será...

Estou melancólica... tanto trabalho a fazer... o que em certo aspecto é um alívio, te sobra pouco tempo para sentir... mas ela está lá, te assombrando e te mostrando como a vida pode ser curta... por isso, vamos vive-la intensamente!

Encontrei o texto abaixo, da Marta Medeiros e ela resume muito bem o sentimento "saudade".

Gosto de Saudade (por Marta Medeiros)

Não sei se saudade tem cor. Dizem que sim. O que sei é que ela tem forma, tem gosto, tem cheiro e peso também. E, acreditem, ela tem "asas" !!! Se não, como nos transportaria tantas vezes a lugares tão distantes ? E sei ainda que ela se agiganta quando mais tentamos diminuí-la.

Sei que ela dói de dor intensa e sem remédio. Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas prá gente. Quando amamos alguém, a saudade já chega por antecipação, sorrateira, disfarçada de algo que não conseguimos decifrar.
É aquela dor fininha de não sei o quê,a angústia boba que nos invade só de imaginar a separação. E a gente fica meio sem saber o que fazer.

Mas é assim... é uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar, mas é papável. É amor disfarçado de muita coisa. São emoções
guardadas bem lá no fundo.

Saudade .. do que foi e do que vai ser. Saudade que nos acompanha prá diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos.


Aprendi ainda que saudade não mata. É!! Só quase....

A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de "esperança", que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega, saudade vê mais além.

Um comentário:

Mi disse...

Amiga...
eu estava assim no inicio da semana.

Me sentindo pesada, angustiada, com o coração pequeno. Ae ataca gastrite, nervos e é como se quisessemos abandonar o mundo por alguns dias e ficar consigo mesma... pensando, pesando as coisas!

Vai passar! Conte comigo.

Beijos.