
ACHEI ESSE TEXTO NA NET... E ACHO QUE ELE TEM MUITO DE MIM...RS...
A Perfeição Não Existe
Eu sou chata. E não sou pouco chata. Sou muito. Chata. Já consegui corrigir alguns defeitos, consegui trabalhar outros. No entanto, existem defeitos que eu não consigo corrigir, aqueles que eu ainda não consegui sequer identificar. Normalmente, identificamos os defeitos com a ajuda de terceiros que nos apontam coisas que fizemos que desapontaram, que prejudicaram ou que, simplesmente, desagradaram alguém ou algo. Aí avaliamos, verificamos e, caso realmente seja um defeito, buscamos corrigi-lo ou dizimá-lo. Se não temos a solução imediata ou pronta, tentamos encontrar pessoas com problemas como os nossos ou botamos a cabeça pra cozinhar o galo da resposta. Porque nem sempre a correção vem na forma de um filé mignom. Pode ser uma carne de pescoço de galo: dura e cheia de nervuras.
Talvez a declaração de que eu não sou perfeita e tenho defeitos caia como uma bomba pra algumas pessoas. Mas é isso. Não sou perfeita. Sou chata, não consigo ser feliz 100% do tempo, sou carente, tem coisas me incomodam, sou rancorosa, sou vingativa. Surpresa? Aqueles que conviveram mais que dois minutos ou uma dose de tequila comigo sabem tudo isso. Ou deveriam saber.
Mas também tenho coisas boas aqui dentro e, quando eu abro a droga da minha boca, nem sempre eu quero matar alguém. Apontar um erro ou um defeito não é o fim do mundo. Como alguém pode melhorar este ou aquele ponto se ninguém lhe diz que aquilo pode incomodar ou magoar ou explodir uma bomba nuclear? Como, meu Deus? Já me disseram que meu maior defeito é a sinceridade. Isso me faz sentir vontade de rir. Porque a maioria das pessoas busca sinceridade nas outras. E talvez o meu problema não seja a sinceridade... Talvez seja a falta de sensibilidade. Isso sim. Melhorei muito e tenho muito o que melhorar em relação a isso.
Eu poderia me achar agora a pior pessoa do universo em relação a amigos visto que não tenho tido muitas conversas bacanas. Não, eu não vou sentir isso. Porque eu só posso responder pela parte que eu fiz. Em muitos casos, eu apenas reagi. Chata. Sincera. Se isso me incomoda, eu digo. Se isso pode incomodar outra pessoa, eu também digo.
Mereço o papel de vilã da estória? Cada um monta a sua estória. Hitler fez com que um país desacreditado de si mesmo se reerguesse. Mas foi o mesmo Hitler que exterminou milhões de pessoas. Por que? Porque sim. Herói pra uns, vilão pra outros (sim, eu me incluo nos que o acham vilão). Foi um exemplo absurdo e extremo. Mas foi claro.
Na História que eu tenho escrito, fui vilã, vítima, heroína, coadjuvante e figurante. Passei por todos os papéis. Já estive nos bastidores, inclusive carregando os cabos das câmeras. Hoje eu tenho certeza de que não fui vilã. E não me monto vilã por falar com as pessoas. Enxerguem-me como quiserem. A estória é de cada um!
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